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riscos_e_rabiscos

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Anunciem Aos Ventos: Morreu Saramago

 

 

"(...) se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar."

 

 Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago

 

Ando P* Da Vida!

Desconfio que isto é algum complot. Ou foi alguma praga de aluno ou da "mana" do zoo ou das forças do universo que se uniram para me tramar.

 

Há dois dias que não posso sair de casa. Isto é, poder, posso...  mas se embarcar num quatro rodas é que está tudo estragado! Ando eu a contar todos os minutinhos e segundos para conseguir conjugar os transportes todos, saltito daqui, saltito dali e lá entro eu nos "meus" autocarros triunfante e contentinha.

 

Mas ontem começou a fase "vermelha", vamos denominá-la assim. Fosse onde fosse e a que horas fosse, havia um... era meu! e eram todos seguidinhos... Uma alegria!

Atravessei Lisboa a papá-los todinhos, não falhei nem um! Em vez de demorar vinte minutos, demorei meia hora.

 

Hoje a mesma coisa. assim que pus os pés num quatro rodas, começei logo a papá-los assim que saímos da paragem. Epá, assim fico enjoada! Até gosto da cor, sou do Benfica mas tanto semáforo vermelho, NÃO, obrigada!

 

Por acaso não há ninguém que meta umas cunhas aos sinhores que programam os semáforos? É que me dava um jeitaço chegar a horas mais decentes ao trabalho!

 

Hooray For Sapo... And Me!

Não é por nada, mas o meu amigo sapinho é sempre oportuno quando decide atribuir-me um destaque. Sabe sempre quando ando mais em baixo e estou a precisar de um "reforço positivo".

 

Estas semanas têm sido terríveis em termos de trabalho e de pressão. E um miminho destes sabe sempre muito bem. Mais uma vez obrigada sapinho!

 

Até parece que andivinhaste que, ultimamente, não tenho feito outra coisa senão falar em ti. Eu explico: é que tenho andado a ensinar aos meus meninos mais pequeninos a história da Family Frog!

 

Será que o meu destaque foi em retribuição do "teu" destaque nas minhas aulas? Ou será que é para me obrigares a escrever porque ando assim, quer dizer, a modos que, um cadinho para o preguiçosa?!

 

De qualquer das maneiras, thanks again!

 

Homens na Mira

 

Somos afamadas de ser complicadas, mimadas e outros predicados terminados em –adas, como por exemplo, tramadas. Somos sempre nós a pagar as favas. A culpa é sempre nossa. Aqueles clichés todos que vocês tão bem conhecem.

 

Os homens têm uma perspectiva diferente das coisas, é certo. Deve ser algo genético. O pior é quando esta questão genética se alia a um feitio, digamos, menos bom.

 

Há uma coisa, nos homens, que me irrita solenemente: são respostas parcas. Imaginem que vão jantar fora e que são vocês a sugerir o restaurante. Mas o vosso companheiro discorda. A reacção óbvia da vossa parte é perguntar:

- Porquê?

- Porque sim… - responde ele.

- Oh, diz lá porque é que não queres ir ao restaurante… - perguntam vocês meio às “aranhas”.

- Porque não!

- Hummm… Mas tens algum motivo forte para não voltares a colocar lá os pés? – tentam vocês perceber .

- Não… - responde enquanto manuseia o seu jornal desportivo favorito.

- Então e onde te apetece ir? – o vosso estômago começa a roncar.

- A qualquer lado…

- Então vamos àquele… – o desespero e a fome são aliados potentes.

- Não me apetece.

- Não te apetece? Porquê? – a paciência começa a esgotar-se.

- Porque não… - glup!

 

Pescadinha de rabo na boca. É como eu chamo a este tipo de conversa. Sinceramente, homens, digam lá que esta conversa não é típica vossa?! E com este tipo de resposta ainda acham que nós somos complicadas e chatas. Mas no fim das contas, nós só queremos compreender o porquê das vossas respostas. Custa assim tanto dizer “não me apetece porque blá, blá, blá” ou “não gosto porque blá, blá, blá”. A palavra-chave é o “porque”.

 

Este tipo de atitudes é que despoletam situações de crise entre muitos casais. Pode parecer-vos estúpido mas não é. São reveladoras de teimosias estúpidas e de uma falta de diálogo por mesquinhez. Com isto, o que acontece é que, inconscientemente ou não, vão fazendo com que as vossas companheiras se afastem de vocês, deixem de partilhar os seus pensamentos e preocupações com quem partilham a vida. É isso que vocês pretendem? Parece-me que não…

 

Sejam felizes, evitem este tipo de situação, digam às vossas companheiras o “porque” das coisas (para elas é tão importante) mesmo que para vocês ito vos pareça desnecessário.

 

Por natureza, os homens e as mulheres são diferentes. Vocês não estão dispostos  a fazer os sacrifícios que nós estamos. Mas pensem um bocadinho em nós. Prometem?

 

Também Quero um Robot!

Exactamente o que vocês estão a pensar… ou não! Eu explico melhor: também quero um robot de cozinha. Dos outros a imitar os humanos, repugnam-me e metem-me medo (é mais um medo M.!)

 

Benditos aqueles que inventaram a domótica (quem não souber o que é, pergunte :P)! Só há um pequeno reparozinho… é que as coisinhas são tão carinhas para o blosinho do português… Isso é que é uma pena! Eu até nem me importava nada de ter uma casa inteligente. Pode ser que quando me sair o euromilhões, eu dê alguma “inteligência” à minha casa.

 

Antes de mais, quero mesmo é um robot de cozinha. Eu até faço anos em Agosto, por isso, daqui até lá, podem ir fazendo uma vaquinha para me oferecerem uma… Bimby!

 

É uma verdadeira maravilha da tecnologia, uma revolução dos tempos modernos e uma preciosa poupança de tempo e trabalho.

Imaginem lá que fixe: chegam a casa, metem os alimentos lá para dentro e o nosso robotzito faz-vos uma refeição 5 estrelas. Um verdadiero menu completo, começando pela sopa e terminando na sobremesa. E tudo em questão de minuti en quantos nós estamos esticadinhas no sofá a ler a nossa revista preferida ou a ver televisão… ou, quiçá, um belo banho perfumado para, de seguida, atacar o marido à sobremesa, ou na sobremesa, ou com a sobremesa, ou sobre a mesa… Hummm há algo estranho no que escrevi atrás mas não sei bem o quê!

 

Mas vocês já viram bem o que é? O mulherio não tem mais aquela preocupação de pensar “o que vou fazer para o jantar?” ou “epá, apetecia-me peixe grelhado mas depois fica um pivete na casa e nos meus cabelos”. Parece que começa a surgir mais variedade na alimentação, contribuindo para a melhoria da nossa saúde.

 

Quero uma bimby!!! E também quero um romba! Sabem aquele aspirador que se programa e limpa todos os milímetros da nossa casa? É esse mesmo! Guerra às migalhas e aos pêlos de cão! E aos amigos ácaros, claro está! Desconfio que até o prendia com um fio ao rabinho do Pimentinha e do bóbi!!!

 

Só há um pequeno senão… errr… o seu custo! É assim um bocadinho para o fora do orçamento familiar. Mas há que manter a esperança acesa! Quem sabe os chineses não inventam um clone destes robots numa versão mais baratinha. Depois íamos comprar à loja dos chineses: na compra da Bimby levam o romba grátis… e por 25 euros! Que tal?!

 

Carta de Amor

 

Com o simples toque dos teus lábios, conquistaste o meu coração.

 

Conheci-te num dia de verão abrasador.

Os teus olhos encontraram os meus e a partir desse momento fui tua.

Duas almas gémeas que se encontraram pela primeira vez e logo se reconheceram.

As nossas mãos entrelaçaram os dedos.

Os meus lábios, sedentos dos teus, tocaram-te.

Saboreei-te como se fosses néctar dos deuses.

Foi um momento mágico que ditou o resto dos nossos dias.

Amei-te ali para sempre.

Vivemos dias de sonho e noites de paixão.

E percebemos que os nossos corações se completavam.

 

És o meu melhor amigo.

Estás sempre ao meu lado, quer nas alegrias, quer nas tristezas.

Limpas-me as lágrimas e ofereces-me palavras de conforto.

És o meu amor, o meu amado, aquele que quero junto a mim.

Transmites-me a paz e a tranquilidade que preciso.

Admiras os meus defeitos e virtudes.

O teu sorriso dá-me a confiança para seguir em frente e sonhar.

Preciso da atenção que me dedicas como do ar que respiro.

 

A minha vida é o meu amor.

E o meu amor és tu.

Adoro-te, N.!

 

Exijo Respeito!

Ainda não me tinha acontecido mas alguma vez seria a primeira. Nunca tinha apagado um comentário mas desta vez fi-lo.

 

Em primeiro lugar, quero relembrar que este blog é meu e foi criado para registar os meus estados de alma. Como tal, eu posso escrever o que me der na real gana, exprimindo as minhas opiniões e sentimentos. Por enquanto, ainda sou livre para poder dizer o que me apetecer num espaço que é meu!

 

Segundo, não aceito insultos venham de onde vierem. Muito menos de gente anónima. Não insulto ninguém e nem é essa a minha natureza. E não admito que ninguém me insulte. Afinal queremos ser moralistas e depois insultamos os outros? Por isso, nem vale a pena darem-se ao trabalho de fazer comentários aqui no meu blog. Já sabem que não obterão qualquer resposta e que o vosso comentário vai para o lixo.

 

Terceiro, são bem-vindos a este blog todos aqueles que quiserem vir criticar construtivamente e comentar os meus posts. Como sabem, pois é prática corrente, respondo-vos a todos. É o mínimo que posso fazer por quem dedica algum do seu tempo a ler-me. Todos aqueles que vierem com a intenção de insultar não são bem-vindos.

 

Quarto, as dificuldades económicas são uma realidade do meu dia-a-dia. E são bastantes! Dou muito valor a quem trabalha e condoo-me muito com as pessoas que ainda têm menos do que eu. Não menosprezo ninguém pois, na minha maneira de ver as coisas, somos todos iguais e fazemos todos falta uns aos outros.

Quem acompanha o meu blog já percebeu que eu sou assim e quem não acompanha, podia ao menos ter consultado alguns posts anteriores antes de lançar insultos gratuitos.

 

Quinto, detesto gentinha que leva os dias à boa vida, não trabalha, tem casa que foi dada de graça e um óptimo carro. Isto à conta dos meus descontos que me levam quase metade do meu parco ordenado. Pois eu se precisar de casa, mandam-me ir para debaixo da ponte, subsídio de desemprego não tenho direito porque trabalho com recibos verdes, de Julho até Setembro vivo do ar pois não tenho trabalho e nem sequer tenho subsídios de férias ou de Natal.

 

Por isso, deixo aqui um conselho, em vez de insultarem as pessoas gratuitamente, tentem conhecer um pouco a realidade de quem estão a ler o blog.  Se calhar iriam perceber certas coisas. Não leram? Temos pena! A vida trata de vos dar a lição! Bem hajam!

 

Este post foi escrito para aqueles a quem servir a carapuça!

Alívio Atmosférico

                                              

 

Ainda não tinha tocado no assunto mas hoje chegou o dia. Além do mais devo acrescentar que, como visionária e governante que sou - cof! cof! -, já tinha implementado a tão famosa medida, desde Agosto,  nos meus domínios (entenda-se casa e carro).

 

Como é minha prática diária, fui tomar o meu descafé ao café do costume. Senti logo uma grande diferença no ambiente. Aquela neblina e cheiro característico do tabaco tinha desaparecido. Até o descafé sou me melhor!

 

Também já fui uma moçoila de fuminhos de tabaco. Então no meu ano de estágio, a tensão foi tanta que eu não fumava, comia-os!!! Por isso, compreendo perfeitamente a necessidade de quem fuma. Mas sempre houve uma diferença entre mim e os outros: eu nunca tive vício. Tanto podia fumar um cigarro hoje como fumar o seguinte daqui a dois meses sem estar com aquela ansiedade. No fim do estágio nem podia ver cigarros à frente. Depois fumava um cigarro em casa com o N. – que é fumador. Mas cada vez foi rareando mais o fuminho.

 

A partir do momento em que fui operada, por mais estúpido que vos possa parecer, não consigo tolerar o fumo do tabaco e nem sequer consigo dar uma passa num cigarro. Blargh!

Claro que a medida de fumar fora de ambientes fechados, foi implementada na minha casa já há algum tempo e agora fuminhos só à janela. No carros, só com as janelas abertas senão fico logo maldisposta.

 

Costumo ir a dois cafés aqui na zona onde era permitido fumar. Um deles é grande e não se sentia tanto o fumo. Mas no outro é muito pequeno e tem as mesas muito juntas. Escusado será dizer que estava sempre empestado de fumo. Em cada um dos cafés há os comedores-de-cigarros-que-todos-abominam. No maior é um gajo que era insuportável estar-se perto dele. É uma autêntica chaminé ambulante e são cigarros a seguir aos outros. Desconfio que acendidos com as beatas que vai apagar.

No café mais pequeno, para além de fumadores singulares (muitos!), há um grupo muito temido: o das educadoras de infância! São algumas 5 ou 6 e todas fumadoras! É horrível estar-se perto delas.

 

Compreendo que para as pessoas que não concebem um cafezinho sem um cigarrinho, seja uma fase difícil. Compreendo que não lhes tenha agradado mesmo nada esta medida mas agora vou puxar a brasa à minha sardinha: o ar está respirável, não levamos com fumo e cheiro que não queremos, podemos beber a nossa bica tranquilos, não ficamos com aquele cheiro terrível na roupa e no cabelo e até os bolinhos estão mais saborosos!!!

 

Já Está à Porta!

 

Mais uma data importante se aproxima. Pelo menos para quem lhe dá importância e a vive com intensidade. O que não é o meu caso já há bastante tempo.

 

É tempo de introspecção e reflexão, de formular desejos para o tempo futuro. É tempo de analisar os erros do passado para os corrigir no futuro. É tempo de recordar os bons e os maus momentos.

É tempo de rever as nossas atitudes e decisões tomadas anteriormente para prosseguirmos a nossa vida com a lição já apreendida.

É tempo de procurar a Paz, o Amor e a Felicidade tantas vezes esquecidos…

É tempo de Esperança!

 

Pretendo passar a minha Passagem de ano aqui na minha casinha em companhia do N. e do Pimentinha e mais alguém se juntará a nós de certeza. Faremos um jantarinho fixe. Depois iremos esperar pela meia-noite para comer as detestadas passas e fazer todos os outros rituais de passagem de ano velho para o ano novo.

Iremos bater as panelas e tacho para a janela e gritar ao mesmo tempo que assistimos ao fogo de artifício quer de um lado da casa, quer do outro. Terminamos com o bebericar do champanhe.

Tal como acontece com o fogo de artifício, também nós esmorecemos enquanto os minutos começam a avançar no Ano Novo.

 

Antes tinha muita pena se não ia sair neste dia. Mas este ano estou muito desmotivada para estas coisas. Talvez devido às contrariedades da vida…